Depois que a ZAV for desativada, o Mato Grosso do Sul poderá pleitear o status de área livre sem vacinação.
O governo de Mato Grosso do Sul deve discutir, nos próximos dias, com representantes da área de vigilância sanitária animal do Ministério da Agricultura as medidas para encerramento Zona de Alta Vigilância (ZAV), criada em 2008 como forma de aumentar o controle sanitário na região fronteiriça ao Paraguai, onde foram registrados focos de febre aftosa em 2005.
Só depois que a ZAV for desativada é que o Estado pode pleitear o status de área livre da aftosa sem vacinação, como sugeriu esta semana o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes. O ministro afirmou que Mato Grosso do Sul deveria fazer o pedido junto com São Paulo e Minas Gerais, em razão da proximidade dos estados.
Ao comentar a declaração, a secretária de Produção e Turismo do Estado, Teresa Cristina Correia da Costa, afirmou que o governo se sentiu lisonjeado com o fato de o ministro já considerar possível fazer o pedido de status de área livre e que as providencias vão ser tomadas obedecendo a todos os tramites da OIE (Organização Internacional de Epizotias), que regula o controle de sanidade animal no mundo todo.
Na reunião a ser realizada com técnicos do Mapa serão levadas as informações sobre o cumprimento das medidas determinadas para a ZAV desde 2008 e, se o Ministério considerar que são satisfatórios, o pedido é levado à OIE, para que seja validado. Só depois poderá começar o processo para obter o status de área livre sem vacinação, condição inédita para o Estado e o País..
A Zona de Alta Vigilância Sanitária na região de fronteira com o Paraguai foi criada por exigência da OIE. Ela impõe regras rígidas para o trânsito e a vacinação de animais em dez municípios fronteiriços ao Paraguai, entre eles os que tiveram casos de aftosa em 2005, Japorã, Eldorado e Mundo Novo.
Fonte: Campo Grande News.
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