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07/08/2019
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Indústria tenta preencher escala de abate com boi de cocho e preços travam


O mercado do boi gordo opera nesta segunda-feira (5/8) estável, à espera das análises dos frigoríficos sobre o desempenho no mercado varejista de carne bovina no último fim de semana, informa o analista Guilherme Guimarães, da INTL-FCStone, de Campinas, SP.

“Observamos que a indústria trabalha atualmente com uma programação de abate confortável para o início do mês vigente”, relata o analista, acrescentando a expectativa é de que a demanda interna pela proteína animal possa apresentar recuperação no curto prazo, motivada por uma conjunção de fatores: retorno das férias escolares, recebimento de salários pela população e festividades com a celebração do Dia dos Pais.

Segundo Guimarães, a escala média de abate em São Paulo atende uma programação de sete dias, com o preço de balcão do boi gordo girando em torno de R$153/@. Mato Grosso do Sul, observa o analista, apresenta um cenário oposto, com escalas reduzidas e oferta balcão na casa de R$144/@.

Indústria tenta preencher escala de abate com boi de cocho

Na maioria das praças pecuárias, o gado oriundo do confinamento segue sendo a principal fonte para o preenchimento das escalas de abate das indústrias, relata boletim desta tarde da Informa Economics FNP.

“Os frigoríficos continuam com dificuldades de estender suas programações de abate e utilizam como opção ofertas oriundas de lotes a termo e a realocação dos abates diários para conseguir manter uma semana de escala pronta”, informa a consultoria paulista.

Neste contexto, continua a FNP, a maioria das praças operou com os preços da arroba em patamares estáveis, com apenas variações pontuais e positivas.

Em SP, a baixa disponibilidade de animais e dificuldade em maiores negócios, os frigoríficos realocam gado em suas escalas afim de conseguir estende-las até o início da próxima semana.


Fonte: DBO